
O século XVlll marca a história da comunicação gesto-visual. Na Europa, os professores surdos usavam a Língua de Sinais. Atendia-se os surdos, mas com discriminação, julgando-os doentes. O ambiente escolar era visto como terapêutico.
O abade Charles M. Eppée. em 1770, foi o primeiro a usar a Língua de sinais e ensinar verdadeiramente.
As escolas Americanas começaram ao uso da American Sing Language (ASL), em 1821, que é a comunicação em língua de sinais americanas. Entretanto houve um retrocesso, tanto na América, quanto na Europa, a modalidade oral imposta à comunidade surda, inclusive na educação.
A educação dos surdos no exterior influenciou a história dos surdos no Brasil.
Em meados do ano de 1857, Eduard Huet, vindo de Paris, a convite de Dom Pedro II para o ensino dos alunos surdos, fundou no Rio de Janeiro, o “Imperial Instituto dos Surdos-Mudos”. Atualmente é nomeado de Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES).
A fundação do INES é um marco importante para a comunidade das Pessoas Surdas e o Setembro Azul, também conhecido como Setembro Surdo é o mês da visibilidade da Comunidade Surda Brasileira.
Essa ação traz conscientização e homenagens a essas pessoas surdas.
A data comemorada no dia 26 de setembro de 1857 é um marco da vitória que a Comunidade Surda teve: a primeira Escola de Surdos no Brasil, o INES do Rio de Janeiro.
O INES tem ensino especializado para crianças, jovens e adultos surdos até os dias atuais.
Homenageia-se nesta data a Visibilidade Surda, Cultura Linguística e constituição de identidade cultural surda, estas que foram promovidas pela Comunidade Surda no território brasileiro. Esses direitos foram adquiridos pelo decreto de Lei nº 11.796 de 29 de outubro de 2008 como o dia Nacional dos Surdos.
Setembro Surdo é uma data de reflexão a respeito dos direitos e da inclusão das pessoas surdas na sociedade, respeitando a dignidade humana da comunidade surda.
O nosso mais profundo respeito e homenagem as Pessoas Surdas.
Raquel Navarro
